Clique eterno

15 07 2002


Nada para fazer? Então visite o www.holdthebutton.com e veja quanto tempo mantém o mouse pressionado. O recordista conseguiu, pasme, quase 14 dias.





Filmaço

15 07 2002


Falarei com mais propriedade posteriormente, mas tenho de dizer logo isso: Minority Report – A Nova Leié um filmaço.





Música do dia

15 07 2002


It’s My Party – Gore, Lesley.





Povo estranho

15 07 2002


Depois que está tudo encaminhado, começam a surgir vozes dissidentes em relação à numeração de discos (muito estranho…). Caetano Veloso, o chato-mor do Brasil, escreveu até um artigo para a Folha de São Paulo. Cheio de asneiras, aliás. Atém-se a minúcias para criticar o projeto. Em outros momentos, não mostra muito conhecimento do assunto, fazendo críticas infundadas. Mas não só ele embarcou nessa onda. Ivan Lins também criticou o projeto.
O mais interessante é a posição da Rita Lee. Ela, que já recebeu com entusiasmo o cantor Lobão no seu extinto programa da MTV, falou o seguinte: “Eu abaixo assinei um projeto de lei para numerar discos que a Beth me mandou, não sei via quem os outros artistas assinaram… Pela imprensa, fiquei sabendo que Lobão estava metido nisso, algo estranho para alguém que nem gravadora tem. Se soubesse antes, não teria assinado”. Porra, se atenha às idéias, não a pessoas. Outra coisa, ela disse que acha estranho o Lobão participar disso pois ele não tem gravadora. Quer dizer que o membro de uma ONG não pode pleitear uma mudança numa lei por que não tem mandato político? É assim que funciona? Puta que pariu. Ademais, mesmo que ele não tenha gravadora agora, toda a discografia do cantor esta no domínio da indústria fonográfica, incluindo sucessos como Vida Bandida e Me Chama.
No Brasil, um artista é pior que outro. Agora eu sei porque as gravadoras pintam e bordam. Tanto no artigo do Caetano quanto na declaração de Rita Lee eles se defendem dizendo que assinaram sem ler. Porra, que mentalidade é essa, assinar sem ler? Vai entender esse povo.
No contra-ataque, um manifesto organizado por um presidente de gravadora levou vários artistas a assinar um pedido ao presidente da república para que ele não sancionasse a lei. Sabe quem assinou? Roberto Carlos, Gilberto Gil, Sandy e Júnior, Caetano Veloso (sempre ele) etc.
Entretanto, há de fazer uma ressalva. No texto da lei estariam descritas algumas tecnicidades que são inviáveis, como a obrigatoriedade do artista assinar cada disco fabricado. Os defensores do projeto dizem que a assinatura será por lote de 50 mil unidades. Outros dizem que é bom passar essa lei e depois mudar tais coisas.
Para quem quiser saber um pouco mais sobre o tema, leia esse interessante artigo.
Obs.: Como a Rita Lee escreve mal.





Mudança de rumo

15 07 2002


Tom Hanks interpretando uma personagem má? Em Estrada para perdição (Road to perdition, EUA, 2002), que deve chegar no Brasil em outubro, Hanks interpreta uma personagem que atende pela alcunha de Anjo da Morte. Só pelo nome já da para notar que ele é ruim mesmo, e não um blefe como foi no caso de Mel Gibson em O Troco (Payback). Sobre isso, Hanks declarou: “Não é fácil mudar de imagem. Mesmo que falem que eu vivo um assassino, vão dizer que é um assassino com coração de ouro.”
Numa trama ambientada na Chicago dos anos 30 – a era Al Capone -, Hanks abandona a habitual gentileza para se transformar no braço direito de um poderoso chefão a la Corleone.
O filme marca a volta às telas de dois nomes de peso da indústria cinematográfica. O primeiro, mais jovem, é o diretor inglês Sam Mendes, vencedor do Oscar de melhor direção em 1999 por Beleza americana. O segundo, é o ator Paul Newman, que, depois de ter trabalhado em uma série de pequenas produções ao longo da década de 90, estrela seu primeiro blockbuster em anos.
A minissérie em quadrinhos na qual o filme se baseia chega agora ao Brasil. Estrada para perdição será editada em três edições. O preço? R$ 16,50.





Coisa boa

15 07 2002


Vem chegando coisa boa por aí. Quer dizer, só em novembro. Trata-se de “Fale com Ela”, novo filme de Pedro Almodóvar. O Estado de São Paulo descreve assim o filme: “[...] uma obra lindamente filmada. Com o passar do tempo, com a maturidade (se esse termo não implicar necessariamente acomodação), Almodóvar descobriu um modo mais sereno de relacionar-se com suas inquietações. Uma inquietação é aquilo que move o sujeito, que o faz pensar e o obriga a abandonar o conforto de um centro ilusório. O fato de Almodóvar tratar com infinita elegância esses temas não os torna menos contundentes”.
O único senão da obra é que na trilha do filme tem Caetano Veloso (eca!).
Alémd o lançamento nos cinemas, Almodóvar, que já declarou que foi iniciado sexualmente por padres, versa sobre temas polêmicos num filme seu antigo que chega agora em DVD. Trata-se de “Maus Hábitos” , película em que as freiras são lésbicas e drogadas. Numa cena particularmente almodovariana, a madre superiora do convento das Redentoras Humilhadas cheira cocaína e explica a uma ‘decaída’ a parábola do filho pródigo.





DVD – Lançamentos

15 07 2002

Tem coisa boa chegando no mercado. Baseado no romance do recluso Raduan Nassar, escritor que abandonou a literatura em meados dos anos 80 tendo publicado apenas dois livros, chega o DVD do filme Um copo de cólera. Apesar do filme ser curto, tem apenas 72 minutos, o DVD vem cheio de extras. Constam nele um making of caprichado, depoimentos do elenco, os storyboards da produção, filmografias, biografias etc. O filme tem direção de Aluizio Abranches e é estrelado por Julia Lemmertz e Alexandre Borges. Eu não vi, mas parece ser bom.
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Também está sendo lançado em DVD o filme ‘Inferno 17′ (Stalag 17, EUA, 1953), do genial diretor Billy Wilder. Ao contrário do filme anterior, esse DVD vem com zero de extras. Sucesso de público e crítica, o filme faz uma crítica mordaz à segunda guerra mundial. Ambientado num campo de concentração, o riso corre frouxo ao mostrar os planos de fuga de um grupo de soldados americanos amontoados por lá sob a mão de ferro do oficial Von Scherbach. No elenco, William Holden, Don Taylor, Otto Preminger e outros. Duração: 120 minutos. OBRIGATÓRIO.
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Grande quantidade também de filmes clássicos italianos chegando em disco. A Continental está lançando Ladrões de Bicicletas, de Vittorio De Sica, e Oito e Meio, de Federico Fellini. A Versátil amplia o leque: parte de Roma, Cidade Aberta, numa edição de colecionador, atravessa os anos 1950 com outro Fellini, As Noites de Cabíria, chega aos 1970 com um terceiro Fellini, Ensaio de Orquestra, e ingressa nos 1990 com Nanni Moretti, Aprile. Roma, Cidade Aberta e Ladrões de Bicicletas são clássicos do neo-realismo italiano, conjunto de filmes que procuravam colocar na tela o desejo de renascimento do país devastado na 2.ª Grande Guerra. Como saiu no Estado de São Paulo, eram filmes que celebravam uma estética da urgência, feitos com técnica precária e atores não-profissionais. Mudaram a face do cinema, oferecendo-se como alternativa às fantasias produzidas pela máquina de sonho de Hollywood.
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Outros lançamentos:
O Doce Amanhã, de Atom Egoyan e Maus Hábitos, de Pedro Almodóvar. Esse último foi descrito como “um primor de trash” pelo jornal O Estado de São Paulo.





The minority report

15 07 2002


Texto bacana sobre o novo filme de Spielberg, The minority report. Na verdade, fala pouco sobre o filme e mais sobre o livro em que se baseia o filme. Aliás, informa a matéria, esse não foi o primeiro livro a versar sobre o assunto. Mais detalhes na matéria.





Lista revela astros viciados em sexo

15 07 2002


Saiu o ranking dos astros do rock mais obcecados por sexo. A revista Blender reuniu uma bancada de “especialistas”, como a “top groupie” Cynthia Plaster Caster (conhecida por fazer moldes dos pênis de roqueiros famosos), para definir quem são os músicos que mais pensam “naquilo”.
O campeão é o linguarudo Gene Simmons, do Kiss, que diz ter tido 4,6 mil relações sexuais em sua vida. Tommy Lee, o ex-senhor Pamela Anderson, foi eleito o maior “ímã de groupies” do rock, enquanto o rapper L.L.Cool J é o maior fanático por pornografia. Ele chegou a contratar atrizes de filmes pornô para fazer produções próprias. Curiosamente, duas mulheres entraram na lista, porque colecionam “cifras suficientes para concorrer com os homens”: as cantoras Madonna e Janis Joplin. Fonte: Jornal da Tarde.





O que é ser moderno?

15 07 2002


Li no Jornal do Brasil que algumas das características de alguém moderno são: você vai a tudo que é festa que tem a palavra lounge no nome, come sushi de foie gras, vê The Osbournes na MTV, discute o sentido real do último filme de David Lynch e só veste roupa customizada… E para você, o que é ser moderno?





Investidores decidem fechar o site no.com.br

15 07 2002

O site jornalístico www.no.com.br encerrou atividades. Uma nota publicada ontem na página eletrônica informava aos leitores que, “por decisão dos investidores”, não haveria novas atualizações.
“Ao longo de dois anos, e sem qualquer campanha publicitária, www.no.com.br tornou-se o endereço jornalístico de maior prestígio na Internet brasileira e alcançou marcas de mais de 1,5 milhão de pageviews mensais. Não foi suficiente”, informava o texto. Ainda segundo a nota, todo o arquivo produzido pelo site continua disponível ao público “por gentileza” do portal Viva Favela e da ComDomínio.
Formalmente, o site no.com pertence aos jornalistas Marcos Sá Corrêa e Manoel Francisco do Nascimento Brito, o Kiko, ex-dono do Jornal do Brasil, mas os investimentos partiam dos bancos Opportunity e GP e do grupo Lafonte, de Carlos Jereissati, irmão do governador do Ceará, Tasso Jereissati.
Os investidores teriam deixado de honrar a folha de pagamentos e desde janeiro os salários estavam atrasados. Cerca de 40 profissionais podem ser demitidos.
Nenhuma das empresas que garantiam o site financeiramente comentou o cancelamento das atividades. Na redação do site, ninguém atendeu aos telefonemas.