Natal

15 02 2003

“Escrever sobre o Natal é se repetir tanto quanto o seu ritual. A gente acaba escrevendo a mesma coisa, contendo-se o tempo todo para não citar Machado de Assis pela enésima vez: ‘Mudaria o Natal ou mudei eu?’ Em suma, tudo o que se fala contra o Natal é verdade, mas apesar dos desvirtuamentos, há nessa festa algo que resiste e que desperta memórias e nostalgias de perdidas crenças. O que será? Talvez seja o nosso eterno retorno à infância, isto é, à fantasia, ao desejo e ao sonho. Por mais antiquado que isso pareça.” (Zuenir Ventura)





Deus ex machina

15 02 2003

O segredo da vida é 4.

O número representa todas as relações entre os seres e o universo, tudo é uma conta que envolve o 4 dalguma forma.

Por exemplo: se você é 16 vezes maior que seu cachorro, seu batimento cardíaco será a metade do dele e sua vida será duas vezes maior que a dele. (Se mudou é por conta da medicina moderna que trapaceou nas regras.) O número de batidas do coração no mamífero típico é constante, não importa a espécie: 1,5 bilhão de vezes durante toda a vida.

Cabala da nova?

Não exatamente. O estudo é do matemático Geoffrey West do seriíssimo Santa Fé Institute. Fonte: No Mínimo





Eu não acredito!

15 02 2003

Tudo nessa foto é chocante. Esse todo maquiado que aparece cantando aí é Jarvis Cocker, (ex?) vocalista do Pulp, uma das principais bandas que abalaram o cenário britânico na década passada. E a platéia? Só tem velhinho… Não entendi nada.

Por que Jarvis Cocker está travestido assim? Bem, ele tem num novo projeto, Relaxed Muscle. Aliás, o seu nome artístico agora é Darren Spooner. Lúcio Ribeiro recomenda o single da banda, que contém as músicas “Sexualized” e “Billy Jack”.





Morreu ou não?

15 02 2003

Recentemente, o polêmico jornalista Álvaro Pereira Jr. citou uma reportagem da revista americana “New York“. A matéria versava sobre a morte do electro (ou Coldwave, Electro Revival, New-new-wave, new electro, electrowave, electro-noir, space disco, synth-pop, electropop, electropunk, synthcore, eurotrash, disco noveau, electro-techno revival), no momento em que o gênero chegou forte ao Brasil, influenciando som, moda e comportamento jovens. Diga-se de passagem, dois anos depois do estouro lá fora. Depois, ele “minimizou” a sua crítica, afirmando que sempre gostou de electro. Entretanto, ele completa: “Mas o que não dá para negar é que lá, onde o negócio é para valer, o electro já conheceu dias melhores. Nos EUA, o que conta é dinheiro, não modinha”.

Lúcio Ribeiro, ainda faz loas ao gênero, mas com menos ênfase que outrora. Recentemente, ele escreveu: “O electro acabou ou o electro é a salvação. O nevoeiro em cima das várias tendências está denso, e a “culpa” de tudo isso é a mistura[...].” Entretanto, em outra oportunidade, Ribeiro afirmou categoricamente que o ?electro já morreu.? Ou seja, sem muitas conclusões a cerca do que ele escreve.

Agora, o electro ganha um reforço de peso. A colunista da Folha Erika Palomino afirmou que “2003 tem tudo para ser o ano do electro-rock em São Paulo”. Para embasar o seu raciocínio, ela enumera alguns artistas que virão à capital paulista nesse ano: Tiga, Ladytron, Front 242 e Marc Almond, do Soft Cell.

Eis o meu veredicto: há gêneros que estouram para as massas (como o grunge), e que influenciam a moda, a cena musical etc. e vendem bastante. Há outros que não alcançam tal magnitude. Nada mais natural numa cultura segmentada como a nossa, em que muitas vezes algo estoura e vira hit apenas para um grupo seleto, e não para todos. No final, a pergunta principal é: o som vale a pena? Sim. Então ‘tá valendo.





Download

15 02 2003

‘Cê ‘tá fazendo o que agora? Largue tudo no momento e baixe a música Move Your Feet, do Junior Senior. Garanto que é mais importante do que qualquer coisa que você esteja fazendo. É impossível escutar e ficar parado…
Adoraria escutar essa música à noite. Depois dessa dica, você vai ficar me devendo uma, viu! Mas vai logo, baixa essa música… Essa canção vai estourar, ‘tou te dizendo…
Se joga!





Luto oficial (açúcar!)

15 02 2003

E quarta morreu, aos 78 anos, a “rainha da salsa” Celia Cruz. A mulher sabia das coisas, tanto que declarou em 1995: “Espero pela morte de Fidel Castro para poder voltar e morrer por lá. Não é possível que ele viva cem anos.” Ao contrário do que as pessoas sensatas esperam, esse ditador ainda está no poder. Até quando? Como diria a minha avó, “vazo ruim não quebra fácil”.
Infelizmente, o desejo de Cruz não será realizado, pois ela será enterrada em Miami.
PS – Porque o título “açúcar!”? Muitos dos seus espetáculos começavam com o grito “açúcar!”, que era também o seu apelido.





Por e-mail (do Japão)

15 02 2003

De: Matheus
Para: Charles
Assunto: Tv, pessoas, cinema e outras coisas aqui

Bem, a programacao da televisao aqui eh muito variada, tem futebol, beisebol, documentarios e filmes. Mas aqui tambem tem uns programas de auditoria que rivalizam em idiotice com o do gugu ou do faustao. Na verdade nao entendo muita coisa, apesar de eles botarem legendas em japones mesmo (sera que eh pros surdos?). Mas tem muita besteira. Uma coisa que tem aqui mas que nao tem na televisao do brasil sao uns programas de musica, mas nao com clipes. Eh quase uma coisa de raul gil, mas eh diferente. Nao sei se sao calouros que cantam, mas eh mais bem produzido, apesar tambem de nao ser aquela coisa super maravilhosa. Eles tambem botam legendas em japones, acho que pro pessoal cantar junto. Eu acho bom porque eh um bom exercicio de japones, mas as musicas nao sao muito boas nao… Os filmes dah pra ver com dublagem em japones ou com o som original em ingles, mas nao em todas as televisoes. Entao, pra ver um filme melhor eu nao vejo no meu quarto, vou ver nas televisoes publicas que tem aqui no dormitorio, que permitem a gentetrocar o idioma. Nao eh facil, reconheco, mas ainda eh mais facil de entender que dublado em japones! Se o filme for japones nao existe essa opcao.
As pessoas aqui sao um pouco mais retraidas que no brasil, mas sao pessoas muito gentis, depois que rompemos a barreira do primeiro contato. Todos se esforcam pra tratar a gente bem e pra serem educados, e sao muito simpaticos, com poquissimas excecoes. Mas uma coisa que chama a atencao aqui eh que os casais de namorados sao praticamente inviseis na multidao, pelo menos pra mim. Nao vi ainda nenhum beijo na boca desde que cheguei aqui, e os casai mal se dao as maos. As vezes um segura no dedo midinho do outro com seu dedo midinho.
Fui ao cinema aqui ver o matrix reloaded. O salao a que eu fui eh precario, se comparado a qualquer dai de fortaleza. A tela eh pequena, o salao eh pequeno. Minha audicao nao eh uma coisa super sensivel, com a de alguns, mas tive a impressao que o som do cinema dai eh mais emocionante, nao sei. Enfim, eh uma sala meio velha. Mas isso nao quer dizer nada, neh, se pensarmos no Sao Lus, por exemplo. Eh uma sala ruim e pronto. Outra coisa: aqui ninguem pode comer nem beber na sala. E pra entrar tem todo um procedimento, acho que pra evitar falsificacoes, que nao seria muito dificil de fazer. Cada entrada eh numerada, e ai um cara fica na porta e chama “do 1 ao 10″ “do 10 ao 20″ e assim ate o fim, acho que o cinema deve ter soh ums 50 lugares, por ai. Mas foi soh o salao daqui que vi, aqui existem outros epode ser que eles sejam bem melhores, sem falar nas cidades realmente grandes do japao, que eu ainda nao conheco.
Bem, vou comentar sobre algumas coisas tipicas da cultura daqui. As pessoas se tratam pelo nome+san. Ou seja, aqui eu sou o Matheus san. So que eu nunca posso dizer ” Eu sou o Matheus san”. Eu tenho que dizer “Eu sou o Matheus”, mas o outro eu tenho que chamar de san, por exemplo, eu chamo alguem “Fulano san, por favor, venha ca”.
Outra coisa interessante eh chamar tudo que eh bom de “honoravel”. Ha a “honoravel comida” o “honoravel banho”, “honoravel festival”, “honoravel dinheiro” e por ai vai.





Falou e disse

15 02 2003


Segue, abaixo, o trecho do artigo “Eles Vivem” contém a herança do filme “B”, de Inácio Araujo. Muito bom.

“É um engano supor que os filmes “B” sejam filmes ruins. Eles eram os filmes baratos que compunham o programa duplo dos cinemas, desde que a Depressão dos anos 30 obrigou os donos de salas a oferecer dois filmes pelo preço de um para atrair público.
Eles podiam ser insuportáveis, também podiam ser muito bons. Não é isso que os torna tão particulares, e sim o fato de terem criado um modo de produção absolutamente original, em que se aproveitavam roupas, cenários e até cenas de outros filmes.
O “B” era rodado sempre em poucos dias. Por isso, os diretores davam tratos à bola para filmar de maneira econômica. Daí o “B” ser o domínio por excelência dos planos sequência (toda a cena rodada sem cortes, ou quase).
Os modernos fizeram o mesmo. Rossellini e Orson Welles foram mestres do plano sequência. Nesse sentido, o “B” de certo modo já contém o cinema moderno. Mas, lembra Alcino Leite Neto, não só: o “B” também é herdeiro dessa sofisticação única no uso da câmera que é o grande segredo do cinema mudo: falava-se com a câmera.
Nessa hipótese, o “B” ao mesmo tempo detém o passado e o futuro. Mas não é isso o essencial, e sim que: antes do sonoro, o cinema era mais livre (não sofria dos constrangimentos industriais impostos pelo som), e o moderno começa quando o cinema se liberta dessa camisa-de-força.
Ou seja, o essencial do “B” é a liberdade (que hoje, pós-modernamente, está novamente em xeque).”

Fonte: Folha de S. Paulo





Citação

15 02 2003

“A discussão sobre aquilo que distingue o conto da crônica vale um tratado. Mas é possível dizer, de modo esquemático, que o conto descreve e qualifica uma ação, determinando seu princípio, seu fim, sua causa única, sua consequência irreversível. A crônica, ao contrário, é um instantâneo de realidade, um recorte de tempo que se confunde com outras situações similares. O conto se apropria da mecânica dos acontecimentos para transtornar nossa visão da realidade: daí o recurso frequente a enredos paradoxais que revelam, por meio de uma lógica rigorosa, a desrazão do mundo. Já a crônica nos diz que até os acontecimentos mais estranhos são exemplares de uma existência homogênea, familiar.” (MANUEL DA COSTA PINTO)





Esquisitices sonoras 2

15 02 2003

Continuando a conversa sobre sons estranhos, nada melhor do que citar alguns artistas de techno, como o francês Sebastien Tellier. Em seu CD “L’Incroyable Vérité”, Tellier quer produzir “música para induzir mudança de vida”. Só escutando mesmo para saber no que resultou esse trabalho. Mas posso adiantar algumas coisas “esdrúxulas”: o álbum é lento e angustiante do começo ao fim; boa parte das faixas é instrumental e Tellier incluiu gritos, assobios e barulhos de copos incômodos. Detalhe: quem lançou o trabalho dele foi o selo Record Makers, do duo francês Air (não precisa dizer mais nada, né?).
Esquisito, esquisito mesmo é o álbum “A Chance to Cut Is a Chance to Cure”, da dupla Matmos. Eles utilizam samples de sons de operações médicas -gravadas in loco- no mais freak das IDMs (inteligent dance music, nome que compreende parcela experimental e não dançante da eletrônica). Lipoaspiração, rinoplastia, cirurgia de olho, sons de tecido conjuntivo, cérebro humano e até consulta com fonoaudióloga estão no disco. Para ressaltar as credencias do Matmos, basta dizer que o grupo ajudou a produzir o excelente disco “Vespertine”, da Bjork.
PS.: Não falei de Aphex Twin pois ele está acima do bem e do mal.





Citação

15 02 2003

“Nunca fiz uma idéia muito clara do que querem dizer com “processo criador” e acho um nome tremendamente pomposo para designar o ato de sentar o traseiro numa cadeira e espremer o juízo para tirar idéias. Conheço escritores que levam a sério esse negócio de processo criador e até criaram rotinas para eles – cadernos especiais, rituais, incenso, música new age e todo tipo de traquitana concebível – e exibem esse material como parte integrante da criação dos maravilhosos universos mentais que brotam de suas cabeças. Eu não. Eu acho que não tenho processo criador, ou, se tenho, flagrá-lo me foi negado, como a visão de Deus ao homem. E digo isso, com perfeita honestidade, a quem me faz a pergunta.” (João Ubaldo Ribeiro)





É triste…

15 02 2003

Mas é verdade. Madonna, eu gosto muito de você, mas não tem perdão lançar como primeiro single de um disco uma música tão insossa quanto American Life. E ainda tem aquele trecho de rap. Meu Deus, o que é aquilo? Para você ver, até Madonna e Roberto Carlos fazem rap atualmente.





Pearl Jam é o que há

15 02 2003

Para quem não sabe, há um disco tributo dos Ramones. Vai de Metallica a U2. A melhor versão? “A minha favorita é a de Eddie Vedder ["I Believe in Miracles']. Outras prediletas são as de Kiss, Garbage e Red Hot Chili Peppers ["Havana Affair']“, disse Johnny Ramone.
Ainda sobre o grupo. Vem aí um documentário sobre a banda. Trata-se de “End of the Century: The Ramones Story.” Sobre ele, Johnny falou: “Vi o filme… É muito “dark”, pesado, triste. Mostra as brigas, os problemas que tivemos com drogas e também os pontos altos, como as nossas passagens pela América do Sul. É bem verdadeiro.” Há ainda outro documentário “Hey! Is Dee Dee Home?” (Hey! Dee Dee está em casa?), sobre a vida do baixista da banda.
Voltando ao Pearl Jam. O grupo fez um protesto irado contra Bush. Mandou bem!





Eu e o pop

15 02 2003


Meu caso de amor com o pop é bem volúvel. Há momentos que vivo as turras, que rejeito qualquer coisa que tenha amplo reconhecimento popular. Em outras ocasiões, encaro de forma simpática algumas coisas do gênero.
E agora aviso aos navegantes. Definitivamente, o pop veio para ficar. Joguei fora todo o resquício de empáfia. Adoro cantarolar melodias fáceis, não nego meu apreço por canções pegajosas. São tolas? Que sejam, não dá para levar tudo tão a sério.
Acho até meio pedante gente que gosta de coisas que outrora foram muito populares e rejeitam totalmente tudo que toca no rádio hoje. Eu ainda acho que antigamente era melhor, mas há coisas bacanas hoje em dia.
Por que eu não posso gostar de Massive Attack e Avril Lavigne, por exemplo? Eu sei, a segunda opção não vai durar muito e sua postura é fake, mas tudo tem de durar? Por que não posso curtir o momento? A alardeada Madonna – que eu adoro – já fez coisas muito tolas no começo da carreira.
É curioso como o que é popular varia muito de lugar para lugar. Na Inglaterra, Travis é um grupo que vende horrores. Já nos EUA, a mesma banda é adorada por um público bem mais recluso (universitários, na grande maioria). E o que dizer dos fãs do Belle and Sebastian, que viram o grupo cantando por aqui músicas do Caetano Veloso? (esse eu acho uma bosta mesmo).
Mas há uma diferença básica: em relação ao pop, eu aprecio algumas músicas. Já outros gêneros (como rock e techno) eu admiro artistas e suas obras. É uma diferença e tanto.
O problema maior para mim é quem gosta apenas de Pop. Que só escuta as coisas que o rádio oferece. Aí é que problema reside. Mas não vou falar de indústria cultural e coisas do tipo. Já dei o meu recado.
PS.: Heavy metal eu detesto mesmo. Sem chance de gostar disso. Assim como axé, forró moderno, sertanejo etc. Reggae está na coluna do meio.





Eu e o pop

15 02 2003


Meu caso de amor com o pop é bem volúvel. Há momentos que vivo as turras, que rejeito qualquer coisa que tenha amplo reconhecimento popular. Em outras ocasiões, encaro de forma simpática algumas coisas do gênero.
E agora aviso aos navegantes. Definitivamente, o pop veio para ficar. Joguei fora todo o resquício de empáfia. Adoro cantarolar melodias fáceis, não nego meu apreço por canções pegajosas. São tolas? Que sejam, não dá para levar tudo tão a sério.
Acho até meio pedante gente que gosta de coisas que outrora foram muito populares e rejeitam totalmente tudo que toca no rádio hoje. Eu ainda acho que antigamente era melhor, mas há coisas bacanas hoje em dia.
Por que eu não posso gostar de Massive Attack e Avril Lavigne, por exemplo? Eu sei, a segunda opção não vai durar muito e sua postura é fake, mas tudo tem de durar? Por que não posso curtir o momento? A alardeada Madonna – que eu adoro – já fez coisas muito tolas no começo da carreira.
É curioso como o que é popular varia muito de lugar para lugar. Na Inglaterra, Travis é um grupo que vende horrores. Já nos EUA, a mesma banda é adorada por um público bem mais recluso (universitários, na grande maioria). E o que dizer dos fãs do Belle and Sebastian, que viram o grupo cantando por aqui músicas do Caetano Veloso? (esse eu acho uma bosta mesmo).
Mas há uma diferença básica: em relação ao pop, eu aprecio algumas músicas. Já outros gêneros (como rock e techno) eu admiro artistas e suas obras. É uma diferença e tanto.
O problema maior para mim é quem gosta apenas de Pop. Que só escuta as coisas que o rádio oferece. Aí é que problema reside. Mas não vou falar de indústria cultural e coisas do tipo. Já dei o meu recado.
PS.: Heavy metal eu detesto mesmo. Sem chance de gostar disso. Assim como axé, forró moderno, sertanejo etc. Reggae está na coluna do meio.





Tamanho é documento

15 02 2003

Uma das maiores excentricidades de Fiona Apple foi o nome que ele deu para o seu segundo álbum, o maior título da historia para um disco: “When The Pawn Hits the Conflicts He Thinks Like A King What He Knows Throws the Blows When He Goes to the Fight and He’ll Win The Whole Thing ‘Fore He Enters the Ring There’s No Body to batter When Your Mind Is Your Might So When You Go Solo, You Hold Your Own Hand And Remember That Depth Is The Greatest Of Heights And If You Know Where You Stand, Then You Know Where To Land And If You Fall It Won’t Matter, Cuz You’ll Know That You’re Right.”
Mas pode só chamar de “When The Pawn…”





Esquisitices sonoras

15 02 2003


Saiu no final do ano passado um excelente disco, que foi muito pouco divulgado no Brasil. Fazer o quê, né? Tudo chega atrasado em Pindorama. Ou pior, não chega. É o caso do novo álbum do Sigur Ros, (). É isso mesmo, o nome do disco é “parênteses”. Mas as peculiaridades não param por aí. Além das músicas serem longíssimas (7 minutos é pouco), nenhuma tem título. Permanecem ainda outras deliciosas esquisitices do álbum anterior, Agaetis Byrjun, como a banda tocar num dialeto próprio. Ou seja, eles inventaram uma língua (fãs de Tolkien??).
O disco não tem nenhuma música tão boa quanto o álbum anterior. O que não chega a ser um demérito, pois o disco anterior é uma obra-prima. No antecessor, existia a magnífica “Svenfn g Englar”, cujo polêmico clipe trazia portadores de deficiência mental vestidos de anjos. No final, um beijo na boca entre eles. Eu vejo beleza nisso, outros viram “apelação”.
Mas fazer o que, né? No Brasil é assim, se não for fácil de pronto, já é logo tachado de coisa “cabeça”. E isso é considerado uma coisa pejorativa. Como ocorreu no Free Jazz, quando o Sigur Ros fez uma apresentação que dividiu o público. Muita gente saiu no meio da apresentação pois achou o som ?tedioso?.
Para quem não sabe, o grupo é da Islândia, país de 200 mil habitantes que já deu ao mundo a extraordinária Bjork. O ex-vj Fábio Massari já esteve por lá e gostou tanto que escreveu um livro sobre a cena musical do local. Outro que baba pelo país é Damon Alban, o vocalista do Blur.
Falando no grupo britânico. O novo álbum deles, Think Tank, só será lançado em maio, mas já está todo na internet. O disco é esquisito, o que quer dizer que eu adoro. Como eu gastei praticamente todos os adjetivos falando sobre o Sigur Ros, não tenho muito bem como descrever as qualidades desse aqui. Mas engana-se quem acha que o Blur virou um subproduto do Gorillaz. Eles só não poderão mais dividir a mesma prateleira que grupos como Oasis e Travis, visto que eles não fazem mais um som britpop. Pensando bem, não faço idéia de que prateleira eles devam ficar. Quem sabe na de música boa?
PS.: O lançamento do ano vai ser, sem dúvida alguma, o novo disco do Radiohead (na foto acima). Para os ansiosos, vale a pena ler essa matéria. Segundo o crítico da Folha, Lúcio Ribeiro, “o Radiohead é a grande banda deste que antes era conhecido como rock’n'roll. Ou os outros grupos seguem o caminho de Thom Yorke ou serão apenas bandas que lembram outras bandas.”





2 + 2 = 5

15 02 2003

“Eu tento cantar junto/ Mas a música está errada/ Porque eu não sou/ Porque eu não sou/ Eu vou engolir moscas/ Fugir e me esconder/ Mas eu não sou/ Mas eu não sou/ (…) Oh viva o ladrão/ Viva o ladrão/ Mas eu não sou/ Mas eu não sou/ (…) Não questione minha autoridade ou me ponha numa caixa…”
(Trecho de “2 + 2 = 5″, nova música do Radiohead)





20 bandas/artistas

15 02 2003


A seguir, a minha lista de bandas e/ou artistas favoritas:
01. Pearl Jam (eterno primeiro lugar)
02. Portishead (sublime…)
03. R.E.M. (há voz mais linda do que a de Michael Stipe?)
04. Madonna (a eterna rainha)
05. Beastie Boys (hip hop de primeira, sem estereotipos como a maioria)
06. Red Hot Chili Peppers (bom no estilo que quiser)
07. New Order (anos 80 da melhor qualidade)
08. Nirvana (imprescindível)
09. Nine Inch Nails (canções estranhas, muito estranhas…)
10. Clash (para pensar…)
11. Pixies (por que o povão não gosta de coisa boa?)
12. U2 (excelentes baladas)
13. Soundgarden (canções tristes que alegram)
14. Ramones (o que tem de tosco tem de bom)
15. Tom Petty (canções para lembrar dela)
16. Chemical Brothers (se joga!!!)
17. Bjork (o que tem de excêntrica tem de genial)
18. Manic Street Preaches (muito bom!!!)
19. The Cure (‘tá meio mofado, mas mesmo ainda rende um bom caldo)
20. Oasis (canções para cantar junto…)
PS.: Beatles não entra na lista, está acima do bem e do mal.





somos todos covardes

15 02 2003

“o amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. Ser impossível é sua grande beleza. Claro que o amor é também feito de egoísmos, de narcisismos mas, ainda assim, ele busca uma grandeza ? mesmo no crime de amor há um terrível sonho de plenitude. Amar exige coragem e hoje somos todos covardes.” (Arnaldo Jabor)