Restos de un incendio, Migala

27 03 2005

Com disse Arnaldo Baptista, “Give enough a chance”. Posto isso, “Restos de un Incendio”, da banda espanhola Migala, não é nenhuma obra-prima. É apenas um disco mediano, em tempos de extremismo exacerbado, em que tudo é maravilhoso ou péssimo.

Na verdade, o álbum não começa bem. “La cancion de gurb” é desnecessária e longa. As coisas começam a mudar com “El pasado diciembre”, uma canção de levada folk. Em seguida, vem “Noche desde un Tren”, que lembra um recital de poesia. O mesmo ocorre em “El Retraso” e nas demais faixas. “Aquel Incendio” parece querer outras expectativas, mas elas são quebradas pela desalentadora “Un Punado de Coincidências”. “El Ultimo Devaneo” e “Tiempos de Desastre” melhoram a cadência. O álbum acaba com “Instrucciones para dar Cuerda a un Reloj” (de título auto-explicativo).

O álbum funciona como a canção “I’m Open”, do Pearl Jam: uma voz não canta, mas sim declama versos, no que é acompanhada pela música, que só faz realçar a tristeza do que é dito. É como uma ode à melancolia, mas de forma reflexiva. Um paralelo poderia ser feito com a banda Mogwai, mas sem os experimentalismos.

Vale a pena.





Restos de un incendio, Migala

27 03 2005

Com disse Arnaldo Baptista, “Give enough a chance”. Posto isso, “Restos de un Incendio”, da banda espanhola Migala, não é nenhuma obra-prima. É apenas um disco mediano, em tempos de extremismo exacerbado, em que tudo é maravilhoso ou péssimo.

Na verdade, o álbum não começa bem. “La cancion de gurb” é desnecessária e longa. As coisas começam a mudar com “El pasado diciembre”, uma canção de levada folk. Em seguida, vem “Noche desde un Tren”, que lembra um recital de poesia. O mesmo ocorre em “El Retraso” e nas demais faixas. “Aquel Incendio” parece querer outras expectativas, mas elas são quebradas pela desalentadora “Un Punado de Coincidências”. “El Ultimo Devaneo” e “Tiempos de Desastre” melhoram a cadência. O álbum acaba com “Instrucciones para dar Cuerda a un Reloj” (de título auto-explicativo).

O álbum funciona como a canção “I’m Open”, do Pearl Jam: uma voz não canta, mas sim declama versos, no que é acompanhada pela música, que só faz realçar a tristeza do que é dito. É como uma ode à melancolia, mas de forma reflexiva. Um paralelo poderia ser feito com a banda Mogwai, mas sem os experimentalismos.

Vale a pena.