“Nós gostamos muito de Guns N’ Roses”. Muitas vezes, fico desnorteado quando um músico cita algo que gosta como influência do seu som. E a sério. Nada a ver com crítica ao som do Guns N’ Roses (na verdade, eu não gosto mesmo), só que não consigo identificar nenhum ponto de ligação entre o som dessa banda e o autor da frase do começo desse texto, um integrante do Mogwai.
À luz dos rótulos, o som do Mogwai é, vá lá, post-rock. Aqui, o disco em discussão é “Come on Die Young”, de 1999. Músicas quilométricas, que mais sugerem do que propriamente dizem alguma coisa, esse é o lance da banda.
O álbum começa com a declaratória “Punk Rock”, que de punk só tem o nome (e a letra, que começa citando Johnny Rotten, do Sex Pistols). Em seguida, “Cody”, que injeta um pouco de emoção ao disco (mas no estilo Sigur Rós). Na verdade, essas são as faixas que tem mais vida no disco.
Daí em diante, o álbum segue no estilo da dupla Mum. Não é ruim, mas também não é a maravilha que alguns podem propagar. É um som que serve de background, nunca deve ser o centro das atenções. É o ideal para embalar conversas depois de assistir filmes cabeça, por exemplo. Por mais que eu ache interessante o som da banda, nunca iria a um show deles. Morreria de tédio.
Em suma, o som do Mogwai é daqueles em que não há meio termo. Para os poucos afeitos a música alternativa, o que eles vão dizer é “mas que merda de som é esse que está tocando”?. Já os indies, conseguirão fazer várias elucubrações. Como dizem, a qualidade da arte varia de olhar para olhar. Que nem identificar com o que as nuvens se assemelham.




