Há quem julgue as coletâneas como projetos meramente comerciais, que servem para reabilitar carreiras declinantes. Muitas até são, mas também podem servir como primeiro contato com a obra de um artista. Até porque, sejamos sinceros, alguns grupos são mais interessantes quando vistos pelo prisma de singles, e não de discos completos.
E eis que chegamos à coletânea do Basement Jaxx. A conversa aqui é sobre techno (pendendo mais para a inventividade de Moby e Chemical Brothers do que para projetos pseudo-cabeças do gênero que teimam em insistir em repetições de trechos de letra e/ou música).
Para os puristas do gênero, o Basement Jaxx pode até ser encarado com algo “pop” em excesso. Bobagem. Evidentemente que os caminhos trilhados pelo Basement Jaxx são bem distintos do Aphex Twin, por exemplo. Mas não se deve confundir som mais palatável com falta de criatividade, até porque aqui há de tudo.
Até um erro recorrente em coletâneas, como misturar as faixas e não ordená-las de maneira cronológica, faz sentido. Sim, porque em outros casos isso se torna ruim porque não se pode acompanhar o desenvolvimento das bandas, ou identificar fases específicas de uma carreira. Aqui, como o que está em pauta é a música dançante, tudo fica até melhor, visto que quem organizou a coletânea misturou as faixas mais pops com technos, o que resulta num grande megamix.
“Romeo”, “Red Alert”, “Where’s your Head It” são apenas algumas das belas faixas do disco.





