Agora o conceito de droga em formato mp3 não abrange apenas músicas ruins. Há também o I-Doser (www.idoser.com). Trata-se de som em mp3, mas não de música, e sim de uma combinação alucinante de batidas e ruídos sonoros supostamente capaz de abrir as portas da percepção.
Sem risco de dependência ou de efeitos colaterais, segundo seus criadores, o usuário teria sensações semelhantes ao consumo moderado de drogas como a cocaína, que causa euforia; a maconha, capaz de deixar o usuário preguiçoso, sonolento; ou o ópio, cujo uso proporciona alucinações fortíssimas.
São mais de 40 tipos de “doses”, e são divididos em “ansiolíticos”, “antidepressivos”, “sexuais”, “sedativos” e “recreativos”, entre outros. Cada dose promete um efeito bastante específico e custa cerca de US$ 2,50 (R$ 6).
Mas, apesar da popularidade crescente, há muitas pessoas que dizem não sentir absolutamente nada. Apenas incomodo pela repetição dos sons. Segundo o médico Jeffrey A. Lieberman, chefe do departamento de psiquiatria da Universidade Columbia e chefe da seção de psiquiatria do Hospital Presbiteriano de Nova York, nenhuma radiofreqüência tem a capacidade de produzir o efeito farmacológico obtido com drogas.
De qualquer forma, a idéia vem de longe. O efeito tem um nome: chama-se “binaural beats”, foi descoberto em 1839 pelo cientista alemão Heinrich Wilhelm Dove e consiste em produzir diferentes ondas sonoras em uma freqüência capaz de alterar o comportamento do cérebro.









